18 de ago de 2014

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e aquela coincidência que martela na cabeça sem parar?
1-substantivo feminino. 2-ato de coincidir. 3-simultaneidade de diversos acontecimentos.
o dicionário que não ajuda em nada.
possui muitas respostas mas não as necessárias.
então alguém se atreve a uma definição plausível aos
desejos de quem necessita
que convenha à realidade, que (talvez) iluda a individualidade.
coincidência ou destino
o abandono ao dicionário vem à tona, a menos que a palavra seja concreta
e que a coincidência seja mais um acaso do que qualquer outra palavra
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http://www.priberam.pt/dlpo/coincidencia

11 de ago de 2014

o sábado nunca mais foi livre
o domingo nunca mais foi sono
a segunda nem sempre é trabalho    

e mesmo assim o sorriso nunca parou
o brilho no olhar é alegria que transforma a visão de um mundo até então desconhecido 

7 de ago de 2014

um dia só é muito curto para todas as coisas
e outros é infinitamente longo para estar acordado

as madrugadas mais frias nunca acabam
e quando se esquenta é hora de levantar

sair da zona de conforto de alguns metros quadrados
desbravar a selva de pedra que nos é imposta

pesadelo, sombra e intempérie
um ruído silencioso que corrói por dentro

 música que repete como disco arranhado
no ouvido de uma alma perdida

é mais fácil quando todos dormem

23 de jul de 2014

nada melhor do que chorar quando se tem vontade. chorar de emoção, de alegria, de tristeza, por desabafo, por embriaguez, com um filme, um casamento, de raiva...
é sempre válido, alivia a alma.

chorar sem ninguém ver? ahhh melhor ainda! porque às vezes as pessoas querem te abraçar, te confortar. sem abraços, por favor. se não eu não paro mais!
chorar até soluçar, até ficar com os olhos inchados...

eu tenho medo de quem não chora.
uma vez analisei uma pessoa próxima por um ano. a bendita chorou 2 vezes: uma por falta de dinheiro e outra por inveja. nunca chorou de saudade, de amor, de dor, de tristeza. acho até que não tinha sentimentos.

bom mesmo é se emocionar. deixar transbordar o sentimento.
às vezes a gente se pergunta por que está chorando assistindo ao comercial de de natal do zaffari... sei lá. sinal que alguma coisa pulsa aqui dentro do peito.





27 de nov de 2013

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cheia de ausência
cheia da ausência das minhas palavras
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20 de ago de 2013

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lembro de folgas passadas, em um dia da semana qualquer onde acordava cansada, com a cara amassada, pegava um café forte, um roupão peludo e sentava no chão da sacada para tomar banho de sol

tinha o rosto corado
o coração aquecido
o paladar aguçado

sol abençoado, que nunca mais passou despercebido.

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24 de abr de 2013

é o dia a dia
 um botão de rosa

nasce, 
cresce, 
perfuma, 
alegra 

e morre.

não adianta trocar a água do vaso
tem que adubar o jardim.

17 de jan de 2013

então já faz 28 dias que o mundo não acabou.

18 dias que o ano começou

para esse ano, diferente dos anos anteriores, não fiz grandes planos ou metas absurdas. tracei alguns poucos objetivos, os quais sei que conseguirei cumprir com dedicação e esforço. e anotei alguns desejos, coisas fáceis também mas que requerem tempo e paciência... quem me conhece, sabe qual desses dois é o meu problema.

mas enfim, decidi adotar uma ideia muito legal que li em um dos vários blogs que leio (não lembro qual foi, desculpa).
o post falava sobre uma retrospectiva das coisas que tinham acotecido no ano anterior. a blogueira pegou um cofre/caixa/vidro e começou a anotar todas as coisas que aconteceram com ela durante o ano todo e colocou as anotações ali dentro. coisas significativas que às vezes, com o passar do tempo, a gente esquece... detalhes.

super adotei a ideia. essa será a meta.
já tenho dois bilhetinhos guardados dentro do meu cofrinho. janeiro de 2014 eu conto o que aconteceu...
e você, alguma meta para esse ano?


15 de jan de 2013

estou ouvindo nossa música favorita. 
eu sei que você não gosta, mas essa é a nossa música. 

lembras quando tu apareceste de surpresa? jamais imaginei que tu pudesses ir até lá apenas para me ver. eu sei o quanto tu detestas aquele lugar. meu corpo tremeu, as palavras sumiram e eu me perdi no mar azul dos teus olhos. tu ali parado fitando-me profundamente parou o meu ser. não ouvi mais quem conversava comigo, ignorei pessoas que ali estavam. esqueci o que estávamos comemorando. não consegui tirar da cara aquele sorriso ridículo de quem está no paraíso.

tu és louco. completamente louco eu diria. ir à um lugar que tu detestas, com pessoas que tu não conheces não me parece nem um pouco típico de tua espécie. talvez eu estivesse errada, claro. tu não fazes parte da 'tua' espécie. te comportaste muito bem, digno de um aventureiro maluco. talvez essa maluquisse tota tenha me chamado a atenção. não consigo parar de olhar nos teus olhos azuis. 

lembras quando vimos a lua juntos? aquele passeio foi uma mistura de ingenuidade com amizade com cumplicidade com um típico chá que eu não queria que acabasse nunca e com o doce mais doce de todos. teu sorriso contagia. tua voz suave encanta. tua fome de liberdade alimenta a minha alma.

tu és louco. não pensaste em nenhum momento sobre os perigos de me enfeitiçar dessa maneira. essa mania de querer fazer tudo sempre igual a mim: cantarolar, abraçar, gargalhar, viver e ser feliz... não é possível! é inaceitável que sonhemos na mesma direção, sendo que andamos em caminhos opostos.

lembras quando falamos de destino? que peça bem pregada heim. cá estou eu e minha memória teimosa, sendo atraiçoada em dias difícies, me fazendo lembrar que "tu fazes bater mais o lado esquerdo do meu peito".



14 de jan de 2013

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as pessoas são complicadas!

e eu sou a mais complicada de todas 
ou não sou uma pessoa,
 pois me entendo
 d e s c o m p l i c a d a m e n t e.

pessoas...

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