27 de set de 2011

desde que cheguei em dublin ouço as pessoas falando sobre o s.a.d. - seasonal affective disorder. e no bom português: um transtorno afetivo sazonal.
as pessoas ficam tristes, deprimidas e coisas do tipo no inverno, devido à falta de sol constante. aí que eu achava besteira as pessoas se sentirem mal porque não tem sol, que bobagem.
se você levar em consideração tal mudança de temperamento e humor, seria impossível viver em paz consigo mesmo em dublin, já que o sol aqui é um ser ilustre que aparece quando bem entende e às vezes mostra-se por 30 minutinhos brilhando lá em cima e vai embora, como se não estivesse nem aí para os meros mortais que na terra vivem.
e por mais que eu goste do inverno, que frio e chuva não me incomodam, tenho que admitir que esse tal s.a.d. realmente existe e eu me sinto bem mais feliz e disposta em dias de sol como hoje...


23 de set de 2011

o primeiro dia de aula, seja lá que aula, onde e quando, para mim sempre foi um desafio. às vezes traumático, às  vezes nem tanto.
dessa vez não foi diferente. escola nova, curso velho novo, pessoas, colegas, professora... até as cadeiras, as paredes bem pintadas, os quadros alinhados e o sol que entrava pela janela eram desafiadores.
estranhamente não tremi, não suei frio, não fiquei vermelha e o mais espantoso, cheguei no horário.
não que tivesse chego cedo (cedo antes que qualquer um percebesse um ser diferente na sala), mas foi dentro dos 5 minutos de tolerância. a aula nem havia começado, estavam apenas a ler as piadinhas de humor negro do jornal.
introduções a parte (e chatas) a conversa durou bastante, avalanche de perguntas desnecessárias para matar o tempo que parecia se arrastar dentro daquela sala.
minuto após minuto o sono foi tomando conta de mim, que já não sabia mais o assunto em pauta, mas que respondia tudo no automático. contagem regressiva para o café.

café café café e foi dada a largada.
próximo desafio: onde comprar o pretinho de cada dia? nunca tinha chego nem perto daquela rua dentro de dois anos.
na cara de pau interrompo um assunto que nem parecia tão interessante e pergunto sobre café. nesse momento sim eu tremia, de abstinência, sono e sede.
café na mão, o primeiro gole foi êxtase.

de volta para a tortura aula, contagem regressiva para o final.
e quando a aula fica boa, acaba; e a professora dá um "tchau" e sai correndo. literalmente.

coitada, acho que a tortura maior foi para ela.
primeiro dia: superado.

22 de set de 2011

hoje dedico meu tempo aos meus amigos sem noção.
aqueles que ligam no meio da madrugada perguntado onde eu estou.
hummm, levando em conta que é madrugada e eu atendi com aquela voz de sono, é porque estou em casa d-o-r-m-i-n-d-o!!
aí a pessoa sem noção, sem se satisfazer em me acordar, fica naquela "vem pra cá, tá muito louca a festa".
bem, a pessoa não percebeu que se estou em casa dormindo, é porque algum motivo há: cansaço, sono, preguiça, tpm, trabalho no próximo dia... enfim, mil coisas me fazem ficar em casa hoje em dia, fácil fácil.
sem noção também aquele que liga tipo, meia noite, convidando para sair.
oi? meia noite não é horário de convidar para sair, principalmente em dublin onde tudo acaba as 2h. porque assim, até que eu levante e me arrume, já é 1h. caminhar até a balada, 1h30 (com sorte). aí a pessoa sem noção não se faz feliz quando eu digo não e me acha uma chata, uma velha.
gente, sou do tempo que os convites vinham cedo, tipo:
a pessoa decide sair, se arruma, sai de casa e quando a festa já tá mais pro fim do que pro começo lembra de me convidar?
não, muito obrigada.
e não adianta ficarem bravinhos, é perda de tempo.
e depois que eu deito na minha cama fofa e quentinha, sair dela só em caso de emergência.

e tenho dito.

20 de set de 2011


algumas coisas nos chamam a atenção por serem diferentes
outras por serem bonitas, ou por serem feias
coloridas, ou grandes ou pequenas demais
pelo cheiro, pela delicadeza, pela sutileza
pelas palavras, pela melodia, pelo sabor

outras chamam atenção por serem simples,
como pular corda, por exemplo

me encantei com duas meninas pulando corda embaixo do viaduto do trem
pensando em brasil, super comum né?
pensando em irlanda, - onde os brinquedos são altamente modernos (e sem graça) -
e que pouco se vê crianças brincando livremente por ai
achei no minimo curioso
século xxi e as crianças fazendo o que eu fazia
há tantos e tantos anos...

18 de set de 2011

"Talvez eu seja uma pessoa sensível
incapaz de perceber a sensibilidade alheia.

Talvez eu seja uma pessoa independente
 ansiando um colo presente.

Talvez eu seja uma pessoa que navega 
e deseja um porto seguro.

Talvez eu seja uma pessoa livre
 querendo proteção.

Talvez... 
Nem sei o que sou ou para onde vou. 
Só sei que te quero ao meu lado."



16 de set de 2011


pra quem me conhece, sabe que paciência e calma não são meu forte. pra quem não me conhece, prazer, cristiane - a chata.

e uma coisa que me faz querer ser menos estressada é essa necessidade imbecil chata que as pessoas tem de querer mostrar a todo custo sua felicidade insossa nas redes sociais da vida. empurram-nos goela a baixo palavras gritantes em caixa alta, (achando que causa algum impacto à quem lê), quando na realidade só me cansa os olhos. eis o ponto, não quero mais me estressar, não quero nem mais ler.

desculpa caro amigo, mas se você é feliz não precisa ficar gritando aos quatro cantos. isso é uma coisa que vem de dentro e contagia todos. não por suas palavras escritas mas pela alegria exposta no olhar, no sorriso... enfim.
pareço patética às vezes. mas me descubro mais a cada dia e embora talvez não saiba muito bem quem sou ou o que quero, sei que esses erros não quero cometer.

as pessoas carentes barganham abertamente a atenção de algum desocupado insistentemente  em consciência compartilhada. e sem contar nos escândalos, nas brigas e dos eternos "não curti" geradores de polêmicas inúteis.

as noitadas, saídas, baladas vem sempre acompanhadas de muitas fotos, todas versões do mesmo tema, das mesmas pessoas, e a imaginação da dor de cabeça após tantos e tantos drinks baratos.

ai, como cansa.

12 de set de 2011

vida fácil e cama confortável


todo mundo gosta de um dia off, certo?
pois bem, eu também! o problema é que nem sempre teu tenho o tão sonhado dia off. o dia do faz nada. o dia de dormir até tarde, de ficar de pijama, comendo porcarias gostosas e de papo para o ar; colocando a leitura em dia: blogs, jornais, notícias... e dando aquela espiadinha básica na vida alheia de quem tenho tanta saudade láaaaa do brasil.

aí que hoje é o dia em que o tal furação katia apareceria na irlanda. (por enquanto) não foi aquele tormento todo que achei que seria (conforme minha experiência de furações em filmes cof cof), mas o dia está com um vento bem fora do comum, coisa que eu 'adorei', assim sigo na minha cama fofa, confortável, com meu edredon rosa e meus filhos de pelúcia.

mas como nem tudo são flores, meu dia off acaba as 3 da tarde... mesmo assim, isso é uma coisa que me dá um incrível ânimo para trabalhar bem e feliz: para voltar correndo pro meu lar. voltar e fazer o que nunca faço (ou por preguiça, ou por cansaço ou por falta de estímulo). ouvir aquela música velha que remete lembranças adoráveis, colar aquelas fotos amassadas na parede, sentar no chão, tomar um bom vinho, bater um papo com o amigo que se esforça para me entender e que fez um dos melhores chás de dublin. (com exceção do chá preto, erg).

é... a vida pode ser muito boa.

5 de set de 2011

eu tenho inveja, e muita daquelas pessoas que podem pintar as unhas.

porque assim... desde que comecei a trabalhar aqui em dublin, nao posso pintar as unhas por "regras do estabelecimento", o que cá entre nós, resume-se a p-a-l-h-a-ç-a-d-a!

ai você vem e me diz que isso é bobagem. pois bem, das coisas simples da vida, uma que me deixa feliz é ter as unhas pintadas, bem coloridas. nada do branquinho moça ou da base clássica.
vermelho, rosa, azul verde... cores!

ai eu fico naquele contrabando sem fim de esmalte brasil/irlanda; e pinto e tiro e pinto e tiro o tempo todo, mesmo que dure 1 mísero dia, mas é 1 dia feliz e vaidoso.

3 de set de 2011

"eu não gosto de cinza. cor mais apagada, mórbida, feia, sem graça..."

essas foram as minhas palavras desde sempre até hoje. de um tempo para cá comecei a analisar as coisas cinza, as roupas, os dias e já não me incomodam mais como há 2 ou 3 anos.
as minhas roupas, que não tínham um mísero ponto cinza, agora são cinzas por inteiro.
e hoje, ao me olhar no espelho e me achar linda (há!) de moleton e tênis, percebi que, não só o moleton, mas como as meias e o tênis eram cinza, e por coincidência ou não, combinaram muito com minha bolsa rosa com detalhes cinza.

boboseira, destino, acaso ou seja lá o que, percebi que a gente sempre muda.
e assim foi com o marrom, com o roxo, com o cinza, com o xadrês e com o all star.
só por favor, não me façam gostar do laranja... "o teu laranja que me faz ficar bem mais".