27 de out de 2010



where are you from?


acho que essa é uma das frases mais ouvidas/ditas por aqui.
nas festas, geralmente escutávamos um "qual o teu nome?" e aqui tu podes passar a noite toda dançando, bebendo ou conversando, pouco importa teu nome; provavelmente quem perguntar vai esquecer conforme o nível alcoólico, mas vai sempre lembrar de onde você é!
é uma pergunta automática: de onde você é? tão simples e é ponte para uma conversa (ou não).
e quando não podemos perguntar mas morremos de curiosidade de saber de onde fulano/a é? aíiii que droga saco não conseguir identificar a nacionalidade de algumas pessoas.
eu confundo muito, pra mim maurício e indiano é a mesma coisa, assim como japonês/chinês/coreano (que eles não leiam isso, pois sentem-se ofendidíssimos). e até entendo a ofensa, afinal, que brasileiro gostaria de ser confundido com argentino? 
os espanhóis, mais precisamente as espanholas, é muito fácil identificar: se não pelos lenços altamente coloridos e os cabelo a la vontè. algumas estão camufladas, mas fácil identificar pela língua.
e os brasileiros, óbvio, identificamos até parados de boca fechada! incrível...
aí sai um where are you from só pra confirmar o que já é sabido.

25 de out de 2010



outono, frio, segunda-feira..
é feriado de alguma coisa
e eu o que tenho a fazer?
tomar um vinho e abraçar o infinito




24 de out de 2010

chocolate matinal
 muito café pra acordar
óculos escuro pra encobrir a cara amassada




isso resume o domingo!

22 de out de 2010


dizem que a primeira vez não se esquece...
acho que a primeira multa também não esquecerei!
noite memorável, excelente cia e um belo banho de cerveja!
banho esse totalmente desnecessário, mas tudo bem. desculparemos os bêbados pois eles não sabem o que fazem.
vamos colocar que foi por isso que pisei fundo no acelerador e literalmente voei as tranças para casa!
foi mal aí cláudio, na próxima compra um carro 1.0 ok?

21 de out de 2010

essas férias, além de uns quilos a mais e um fígado meio danificado, me trouxeram de volta a alegria da leitura.
ganhei muitos livros de presente, assim como também peguei alguns emprestados.
confesso ter deixados uns pares de sapatos para trás para poder trazer essas belezuras. mas o problema maior não foi esse e sim a dúvida cruel "qual livro ler primeiro?".
olhei olhei e me decidi por "100 dias entre céu e mar" de Amyr Klink.
sempre quis ler algo dele, por saber de suas viagens e por ser fã de várias frases de impacto que ele escreveu.
mas aí veio a decepção... percebi que lia uma página e olhava à minha volta para ver se algo emocionante acontecia... claro, estava achando aquela história um téeeeeeeeedio infinito! resolvi ler uma revista de fofoca mesmo.
uns dois dias sem ler estava eu conversando com quem me emprestou o livro e começamos a opinar sobre tal. incrível!!! opiniões completamente diferentes.
pra mim não era mais que um emaranhado de latitude e longitude sem fim e para ele, um empurrão para a libertação de seus sonhos.
resolvi dar mais uma chance ao livro, respirei fundo e decidi viajar com Amyr.

"Navegar é um ato de paciência, e existem decisões que só devem ser tomadas na hora certa. (...) Ao se encaminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. (...) Senti que estava cumprindo uma obra de paciência e disciplina. E percebi como é simples conseguir isso. Nada de sacrifícios extremos ou esforços impossíveis. Nada de grandes sofrimentos. ao contrário, bastava apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir."

foi então que eu decidi ler até o final.

20 de out de 2010

não basta ser amiga, tem que ajudar a arrumar as malas!


entre muitas alegrias e algumas discussões, o amor venceu!
entre tantas histórias, festas, passeios, chimarrão e comilanças, é quando vamos embora que percebemos quem nos ama de verdade.
é difícil a gente aceitar que quem amamos vá embora, e mesmo com lágrima nos olhos, meus amigos me deixaram livre para voar e um dia voltar, se eu quiser.
me deram o livre arbitrio de ser feliz onde quer que seja minha vontade e deixaram bem claro que estarão me esperando sempre (ou que virão me visitar se a saudade apertar demais).
abro os olhos como um bebê recém vindo ao mundo, querendo conhecer as flores e os espinhos com olhos inocentes e aprender a cada passo. cair, levantar, rir e chorar.
e o mais importante, sempre receber o abraço de quem eu mais amo, minha família - amigos.

"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? dolorido-dolorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender melhor"


Eu e o Caio F. entendemos, mas e você?

19 de out de 2010

uma nostalgia sem tamanho e sem saber explicar como.
após maravilhosas férias no brasil me deparei chegando na grafton street, uma das minhas preferidas aqui em dublin
preferidas pelo clima, pelo movimento, pelas lojas, pelos artistas de rua que me fazem sentir em porto alegre
e quando coloquei o pé lá larguei um "que saudade que eu estava disso tudo" e foi sem pensar, apenas saiu, em voz alta para quem quisesse ouvir e para quem pudesse entender
essa é uma fase nova, diferente de qualquer coisa que eu já tenha vivido
com objetivos diferentes, amigos e tudo mais, tudo novo
e acho isso bom a partir do momento que penso pra frente e compreendo (além de aceitar) que estou em uma fase muito diferente da maioria das pessoas que eu conheço
e que acredito que a pessoa que mais preciso é eu mesma,
preciso de força e coragem para ir em frente
triste daqueles que no último segundo se perguntam se estão fazendo certo ou não
o certo ou errado só saberemos se tentar
e eu vou, mais uma vez... até o dia que achar que deu certo.

18 de out de 2010

o bom filho a casa torna...
o problema é que não sei se fui boa filha quando volei para casa no brasil ou se sou boa agora que voltei para a casa de dublin. acho que perdi um pouco da noção do que é "casa"...
3 semanas atráz eu dizia que estava indo para casa, mas agora eu disse o mesmo
afinal, qual delas é minha casa realmente?
e as coisas que deixei lá, deixei em "casa" ou simplesmente desapeguei e deixei para trás?

difícil mensurar a grandesa das coisas, a importância de cada lugar na minha vida
mais difícil ainda é tentar explicar com palavras esse sentimnento de querer vir, mesmo querendo ficar.
chorar de alegria e tristeza ao mesmo tempo. sem identificar qual sentimento é mais forte,
abrindo mão de algumas pessoas e coisas para correr atrás de um objetivo que nem sei se será alcançado.

escolhas e renúncias, uma coisa que nunca vou entender e nem conseguir expor