31 de mar de 2011

acabando com o jejum da escrita, vou reativar o blog...
estive alguns dias viajando por ai, e ao contrário de muita gente que tem um blog para viagens, vou apenas tentar em palavras, demonstrar minhas emoções...


as lágrimas podem surgir por vários motivos: dor, mágoa, raiva, tristeza...
mas as lágrimas fazem mais sentido quando vem da paz, da alegria, do alívio e da emoção!
não é novidade pra ninguém que eu sou chorona (tenho que me assumir) e não pude conter as lágrimas quando me dei conta de que o que vivo é um filme, um filme real sendo rodado para ninguém e atuado por alguém que vive sem roteiro mas com emoção real. 
o que vejo e vivo é uma benção que gostaria de dividir, mas a emoção está dentro de cada um... então só desejo a vocês que respirem fundo e sintam o vento no rosto, seja esse o vento o do brasil, da irlanda ou do metrô de londres.
aquele vento de despenteia, que limpa a alma e suja a pele.
aquele vento que faz a gente fechar os olhos, sendo por poluição ou por leveza, vontade de abrir os braços e voar.
é nesse momento que eu sinto a alma despida de pensamentos ou desejos, apenas sentimento, leveza e lágrimas.
onde a vida parece não ter problemas, por não existir ou por ser maior do que qualquer temor.

8 de mar de 2011

hoje, 8 de março, é um grande dia... dia internacional da mulher 
e... e... e... pancake day 
(dia da panqueca, vamos dizer assim).

enfim, o dia internacional da mulher todos nós sabemos do que se trata, certo? (tá, se você não sabe, pesquise!).
acho de grande valia a comemoração feminina nesse dia, podemos nos orgulhar muito da evolução que tivemos se analisarmos o que nossas antepassadas foram e o que somos hoje, de como elas eram tratadas e de como somos hoje, do espaço que conquistamos com relação à trabalho, sociedade e mundo.
hoje em dia mulher não só aquela que cuida dos filhos e da casa, mas sim aquela pessoa guerreira, batalhadora, que além de cuidar dos filhos, trabalhar, cuidar da casa e do marido (e até do amante em alguns dos casos), de usar salto alto o dia todo e nunca perder a classe, de ter tempo para cuidar do intelecto e da beleza, ainda acha um tempinho para tomar um chopinho com as amigas.
a mulher hoje em dia é amiga, companheira, tem voz ativa, opinião própria e personalidade. sem essa de ser submissa e aceitar o que o homem diz como se fosse ordem e ponto final (apesar de que algumas mulheres ainda vivem em um mundo a parte).
para mim, o dia de hoje não é apenas um dia, é a celebração das nossas conquistas em um mundo machista. e essas conquistas com certeza não param por aqui, chegamos longe, mas acredito podermos ir mais além.
e hoje, onde lá no brasil é o último dia do bendito carnaval, antes da quarta-feira de cinzas, por aqui é o dia que se come comidas 'ricas' antes do jejum da quaresma, ou seja, é o dia que a gente se entope de panquecas.
aí chega o momento de te contar que hoje ouvi muito mais pessoas comentando sobre as panquecas que comeram ou que iriam comer do que sobre o dia da mulher.
eu recebi muitas mensagens no meu celular e no facebook das minhas amigas, tanto do brasil quando dos outros países, e até de alguns homens brasileiros, mas não ouvi nenhum homem europeu falando do tal dia da mulher. essa lembrança partiu em 90% (no meu dia) das mulheres.
"dia da mulher? nem sabia que existia..."
com exceção de um único vivente que me disse logo pela manhã:
- hoje é dia da mulher lá no meu país (hungria) então eu te trouxe uma barra de chocolate para comemorar.
tive que informar o rapaz que a comemoração não é hungara, mas sim internacional. mesmo assim, valeu pelo chocolate, que é muito bom e pela lembrança, já que era cedinho.
aí eu te pergunto:
as panquecas são mais comentadas porque são mais gostosas e/ou interessantes?
ou porque homem só pensa em comida?
ou porque é um dia como outro qualquer para muitos?
ou simplesmente porque as pessoas estão ocupadas demais para analisar o significado das panquecas, ops, do dia da mulher?

de qualquer maneira, comi meu chocolate, comi as panquecas e desejo uma ótima noite internacional das mulheres à todas as mulheres desse mundo.

7 de mar de 2011

sorrir ou não sorrir... empregado ou desempregado...
todos os dias é a mesma reclamação "você não sorri", "você precisa sorrir mais" e bla bla bla
se você me conhece pessoalmente, provavelmente deve estar pensando que essas frases não foram ditas para mim, certo?
errado! eu não sei sorrir no meu trabalho, confesso.
uma das obrigações da pessoa que trabalha no caixa é sorrir para todo e qualquer cliente que chegar e eu realmente não faço isso. não consigo, não vejo motivo para sorrir para uma pessoa que nunca vi na vida e que mal me diz oi.
às vezes até tento, no auge do meu bom humor. mas aí a pessoa mal olha na minha cara, não sorri, não me cumprimenta, pede algo extremamente apressado interrompendo o que falo porque não está interessado em nada e vai embora; e eu fico com cara de quem não sabe o que está fazendo ali, francamente!
meu chefe faz avaliação do trabalho de todos os atendentes, todos os dias, faça chuva ou faça sol. e além de nos avaliar, anota tudo e nos faz assinar a folha, como se isso fosse nos fazer mudar as atitudes indesejadas.
eu sei muito bem das reclamações e/ou recomendações, todos os gerentes me incomodam pelo menos fato: a falta do tal sorriso.
mas como sorrir trabalhando em um lugar onde os colegas não tomam banho, onde as pessoas gritam sem motivos e que dão bom dia quando estão afim?
como se isso não bastasse, tenho que falar com pessoas extremamente mal educadas que me tratam como se fossem os donos do mundo.
não tenho paciência e nem disponibilidade para ser simpática com esse tipo de gente...
e eu até tentei fazer um acordo com o gerente, eu sorriria para os clientes se os funcionários tomassem banho... nada feito, acho que foi até pior depois dessa idéia.
aí vem ele me dizer que me adora, que tenho um sorriso lindo... sim, é lindo mesmo, mas nem todos merecem desfrutar dessa lindeza toda.

3 de mar de 2011

o abraço pra mim é a coisa mais legal do mundo, mas aprendi nos últimos meses que pode ser um saco às vezes.
é maravilhoso poder abraçar quem a gente ama, um abraço forte, carinhoso, apertado, demorado... aquele abraço com carinho, com amor, com sentimento puro e profundo... quem não gosta do abraço apaixonado?
o problema é quando quem faz tudo isso não passa de um ser que a gente nem gosta tanto assim ou que nem tem tanta intimidade para tamanha demonstração de carinho, certo?
gente inconveniente que não sabe a hora de parar de abraçar, do tipo, alguns segundos já basta, não precisa me abraçar pra sempre, muito menos apertar meus ossos a ponto de quebrar (o que já vi acontecer!).
não precisa ficar me abraçando de cinco e cinco minutos querendo (des)agradar. também não precisa ser aquele abraço de ladinho fazendo cara de nojo ou de no mínimo retardado/a.
e após tantas experiências desastrosas com o tal do abraço, comecei a gostar desse jeito europeu de ser de chegar e dizer um hi/hello e era isso. sem essa de ficar pegando, apertando ou beijando, ou pior...
claro, a menos que seja alguém que eu queira fazer isso tudo (coisa boa abraçar aquele/a amigo/a querido, ficar grudadinho no frio)...
do contrário, é oi e olhe lá, daquelas bem chatas mesmo. afinal, não vim ao mundo pra ficar fazendo média com ninguém.