26 de ago de 2011




e houve boatos de que é deplorável você trocar a taça de vinho pela garrafa.
isso pra mim nada mais é do que a economia em lavar louça.  


bebamos nas garrafas e sejamos felizes.




24 de ago de 2011

estou em uma tpm fora de época, fora de propósito, indesejadíssima!

me comovem os casais apaixonados, suspiro a inocência das crianças e me apaixono fácil pelos velhinhos.
me debulho em lágrimas por qualquer coisa digna de filme mamão com açúcar, ou até mesmo pelas coisas mais banais. choro, e choro sem motivo, que nem criança, soluçando desesperadamente, como se sentisse falta de algo que nunca existiu.

me irrito com nada, com tudo. aqui e ali. todos os dias.
desejo ter uma bolha, só minha, bem grande. um mundo paralelo sem gente que fala sem pensar. que grita sem ouvir. que desafina ao cantar.

cansei das pessoas. elas chegam de mansinho, bagunçam tudo, me enjoam e vão embora. simples assim... simples para eles. para eles bagunçarem e para eu me cansar.

sou fria, sou forte, sou fraca, sou mulher, tenho sentimentos a flor da pele!


21 de ago de 2011

quando eu era mais nova (não que eu seja velha, longe da velhice!) eu achava que tinha um dedo podre para escolher namorados.
hoje, já não penso mais isso.
hoje eu chego à conclusão de que tenho dez dedos podres, d-e-z!!! porque afinal, nunca escolhi (ou encontrei) um cara legal.
não diminuindo os namorados que tive, pois tive alguns que levo no coração até hoje.
mas sabe quando bate aquele vazio de que nenhum era o cara?
pois, até certo momento a gente culpa os outros por nosso desapontamento: o cara ciumento, o possessivo, o trabalhador demais, o trabalhador de menos, o inteligente demais, o burrinho, o desleixado, o não carinhoso, o grudento demais, o muito alto, o muito baixo, o que morava longe, o sincero demais, o mentiroso, o que bebe, o que não bebe, o que não para quieto, o parado demais, o festeiro, o caseiro, o novo, o velho... e assim por diante.
depois a gente se culpa por não dar certo: grudei demais, grudei de menos, tive ciume demais, ou de menos, sou baixa demais, ou alta, sou inteligente, sou burra, sou melosa, sou grossa, sou carente, sou chorona, sou palhaça, sou possessiva, sou incompreensiva, sou independente demais, livre demais...
hoje, meio revoltada com o mundo, tento acreditar no destino e que se não foi é porque não era pra ser. não era amor. nem melhor. (contrariando a martha medeiros).
porque hoje, ninguém me agrada. n-i-n-g-u-é-m! não com aqueles olhos de paixão, de amor.
me sinto sozinha, queria dividir minha vida com alguém igual a mim, com os mesmos sonhos e objetivos; mas e como que eu vou aguentar alguém como eu? nem eu me aguento às vezes.
os que admiro, os que são parecidos comigo vejo como amigo, não como homem, sabe?
cansei de ser sozinha na multidão... cansei de procurar. cansei.

para quem acompanha meu blog já sabe que esse nunca foi um blog de viagens, embora eu tenha criado este quando estava me preparando para vir para dublin.
mas agora acho que se faz necessário dividir com vocês algumas maravilhas que andei vendo por aqui e acolá.
e uma dessas belezas é veneza. ahhh veneza... lugar mágico, de ruelas simpáticas, água verde escura e comida boa (e uns quilinhos a mais).
o que eu li em alguns blogs sobre, é que a cidade seria pequena e que a água era fedida. lorota. em alguns pontos tem a aparência meio sujinha, mas não é fedida não. e quanto ao pequena, depende muito da imaginação e sede de descoberta de cada um.
é exatamente como imaginei, ou até mais. ruas pequeninas, com flores nas janelas e roupas estendidas no varal. é como se fosse um mundo a parte. os italianos conversando 'com as mãos' como dizemos, devido a tantos gestos.
bem, simpatia não é o forte do pessoal por lá, mas não se faz necessário falar italiano, mistura-se o básico de italiano com o portunhol e todos se entendem muito bem.
na cidade faz-se tudo a pé ou de barco, coisa que eu achei o máximo. sem correria do nosso dia-a-dia.
as ruas são muito parecidas, mas na verdade são completamente diferentes aos olhos de um apaixonado pelo novo. bom sair caminhando meio sem rumo e tentar fazer parte daquele momento e não apenas vê-lo.
além de toda arquitetura, romantismo, massas, pizzas, sorvetes e doces, uma coisa que me chamou muito a atenção foi ter escutado diversas vezes música da maria gadú na rádio. sim, gadú na rádio italiana cantando shimbalaiê desenfreadamente. além dela, também ouvimos
vanessa da mata, mas aí é mero detalhe.
e o passeio de gôndola, acho que isso dispensa qualquer descrição, afinal, ninguém conseguirá sentir o que eu senti.
então a dica é: vá a veneza.

19 de ago de 2011

pessoas que viajam são diferentes.
e quando digo diferentes, é diferentes mesmo; cada um de um jeito, com um porquê, sentimento e visão.
diferente pra bom, diferente pra ruim. tudo depende do porquê você viaja.
pra mim viajar é uma junção de tudo com muita coisa, uma troca em apresentações. o lugar me apresenta maravilhas, e eu apresento reações e sentimentos.
é uma troca de cultura, eu aprendo e mostro que sempre tenho mais a aprender.
me deslumbro em silêncio contemplando maravilhas que nunca pensei ver, ou contemplando maravilhas vistas apenas por mim.
quem viaja vê tudo diferente, analisa, pensa, respeita, olha, respira, pára... e faz tudo isso no seu próprio espaço.
passa a ver sua 'casa' de maneira diferente. dá ênfase no que é bom, no que é belo...
quem viaja ama e ama simplesmente por ver as coisas de outra maneira.
eu amo, eu viajo, eu amo viajar!

6 de ago de 2011




entre comer, rezar e amar
estou na fase do comer
sei que não deveria
e que reclamarei todos os dias
os pneuzinhos adquiridos
desisti da dieta!
tchau, nos vemos na itália




Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...





vontade de pintar tudo de branco
e começar a colorir dublin
em dias cinza como hoje.



2 de ago de 2011




eu em férias
mamãe em dublin 
e 25 incríveis dias de unha pintada


tem melhor?


colo, comidinha e viagem, tudo junto!



1 de ago de 2011

numa dessas noites de insônia achei um artigo na internet que falava sobre "transformar as sensações em palavras".
e aí eu pergunto caro amigo, como?
para mim é muito difícil transformar as sensações em palavras, tanto que nunca sei explicar o que estou sentindo. as coisas que vem de dentro, vem e lá ficam, um desafio colocar para fora. tanto que muito do que eu escrevo aqui ninguém (ou poucos) entendem.
hoje eu acordei assim, meio triste.
sem motivo?
talvez, mas como explicar o que se passa na cabeça de alguém?
acordei e a primeira pessoa que eu falei foi um alguém muito especial que estava indo embora.
a pensar que já vi muitas pessoas virem e irem, todos os meses, por exatos 1 ano e 10 meses... não sei explicar o sentimento de "o que estou fazendo?"
e de todos que vi ir embora, esse é um dos que eu não queria que fosse. por mais que nossa comunicação fosse baseada em celular, mensagens e umas duas visitas em 6 meses, é uma pessoa que sabia que podia contar sempre e que só nos víamos pouco por incompatibilidade de horários.
tudo é um grande momento que se faz (des)necessário para o crescimento e sobrevivência nessa selva de verde concreto que chamamos dublin.
tudo muda em questão de segundos e o que nesse momento era ruim já passou, pois assim como um foi, outro vem. e que quando eu for, tenho um excelente amigo em caxias.
e nesse momento, quem vem é minha mãe.
um dia a mais, e contando...