12 de fev de 2011

eu não gosto de jogos, portanto não os jogo.
não suporto as pessoas que fazem aquele joguinho ridículo colocando em prática um falso moralismo enrolando as pessoas normais, fazendo essas se sentirem extra-terrestres.
jogo de maldade, passando por cima de tudo e de todos, seja profissional ou sentimentalmente. o jogo da sobrevivência entre humanos.
prefiro que cada um fique no seu quadrado. não preciso invadir os quadrados alheios. também não se faz necessário fechar-me em uma caixa, posso ir além dos contornos que (tentam) me aprisionar, desde que isso não atrapalhe o bem estar do próximo.
por acaso, por inocência ou por infelicidade, pessoas vem para nos dar o alimento, alimento esse que muitas vezes seria melhor recusarmos. a maça do desejo, da maldade, da crueldade e das más induções de conduta.
não vejo ponto em complicar a vida, fazendo de conta que tudo tem lógica. a vida é única,  intensa e insana, cheia de aventuras e alegrias. 
se for para jogar, que joguemo-nos ao mar, cheio de ondas espumantes e geladas, que nos lave a alma. joguemo-nos ao amor, ao erotismo, tiremos os capuses.
mantenhamos as costas eretas, não sejamos superficiais; sejamos emoção, paixão, pele.
usemos da inteligência para o bem, para diferenciar a boa conversa do papo fiado.
não quero gritar o teu nome de raiva, mas de louvor, de amor! estender minhas mãos e ajudá-lo a ter mais coragem, ultrapassar o que for preciso para termos mais felicidade. 
não controle as perguntas, muito menos as respostas, embora viver não tenha explicação.
tudo faz parte de um todo que pulsa porque vive. precisamos sair na chuva e nos molhar. relaxar. exercitar.
não compreendo o excesso de opiniões irrefutáveis, essas me dão tédio. são tão previsíveis. quero entrar na suas caixas e bagunçar tudo, ver mais emoção nos rostos endurecidos, ouvi-los dizer: joga... joga-se em mim!


" Há muitas pessoas e poucos seres humanos " Robert Zend

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