5 de dez de 2012

e aí que eu passei três anos pensando em quem aqui estava, em quem eu havia deixado para trás sem mais nem menos. pensava no que estavam fazendo, onde estavam indo, com quem estavam se relacionando/namorando/casando...

todos os anos eu mandava cartões de natal, ligava, mandava mensagem, conversava no facebook, raras vezes no skype... aí me modernizei com o whats app e o viber. a comunicação aparentemente se tornava mais fácil. eu, aparentemente, estava conectada com aqueles amigos de anos e imaginava que nada mudaria, independentemente de quanto tempo eu passasse fora.

pois bem, me enganei.

não que esses amigos de anos não sejam mais meus amigos, são sim! mas eu acho que caímos na rotina da comunicação semanal/mensal e de não nos vermos nunca. mal vejo meus amigos hoje. eles sabem que estou aqui, eu sei que eles estão ali e fica por isso mesmo, um contrato de péssimo senso de cada um seguir sua vida como estava seguindo até agora.

o problema é que minha vida hoje não é mesma que tinha mês passado e os outros... bem, os outros... eles seguem vivendo. trabalhando, cuidando de casa, de marido/esposa e similares, de filho, carro, faculdade. cada qual no seu quadrado.

e eu sigo no meu redondo achando que o mundo dá voltas e que a gente passará pelas mesmas pessoas novamente. agora pensando nos amigos que deixei para trás, sem mais nem menos, de novo...


2 comentários:

Popo disse...

Um dia vc deixou todos seus amigos de Porto Alegre para tras. Um dia eu deixei o meu mundo em SP para tras.

E a muitos quilometros de distancia do Brasil eu tive a chance de conhecer uma menina que talvez nunca tivesse tido essa chance.

Sinto saudades dela mas fico imaginando como muitas pessoas ainda vao te conhecer. Serao pessoas de sorte. E quanto a mim ainda terei muito de vc guardado.

Quando nos encontrarmos novamente talvez sejamos ambos pessoas bem diferentes. Mas ainda teremos uma cidade, um momento ou uma xicara de cafe que vai nos unir sempre.

Mr. Lemos disse...

É, Cris... a gente se entende. Nós, os exilados, de volta pra casa ou não, vamos sempre ser estranhos entre as pessoas que um dia foram nossas. Boa sorte na adaptação!
bjos