17 de ago. de 2009


Minha mãe sempre me disse que tudo que acontece em dia de chuva é para dar certo, pois a chuva leva as energias negativas embora.
Eu sempre acredito nas cosias que ela diz, mas dessa vez foi testado e aprovado! Funciona mesmo.
Inicie seu namoro em um dia de chuva, ou faça sua formatura num dia de chuva... Quem sabe compre um carro, um apartamento em um dia de chuva...
Pode-se iniciar uma aula (como foi no meu caso) e achar tudo um saco, porque chove, porque molha, porque é inverno e você fica gelado o dia todo, porque o ônibus está cheio e porque todo mundo bate com o guarda-chuva na sua cabeça na rua...
Mas o resultado final, independente dos sacrifícios, será positivo com certeza.
Claro, não basta sentar e esperar chover, faça um esforcinho que a vitória será aproveitada com melhor satisfação.
Ah, e se chover na concretização do ato desejado, será melhor ainda!


16 de ago. de 2009

Solidariedade, essa é a palavra!
Palavra grande, forte, bonita... Mas, significa o que mesmo???


Ah, é verdade! Como pude esquecer?
Ser solidário é ajudar outras pessoas, uma ajuda despretenciosa, apenas pelo bem do próximo e do nosso bem estar espiritual.
Afinal, ajudar alguém é muito bom, anima a alma e eleva o ego, faz com que a gente se sinta pessoas melhores e de coração grandeoso.

Pena que nem todos tem essa atitude. Quantas e quantas inúmeras vezes nos deparamos com pessoas de baixa energia maltratando todos ao redor?

O consolo, é que tudo o que vem, um dia volta e quase sempre volta em dobro.

Então, não adianta nada ter um coração pequeno e uma alma gelada. Os de alma quente sempre terão oportunidade de olhar para trás e perceber que suas vidas não passaram em vão, que além de tudo, além de toda a caminhada, poderão se orgulhar de um carater sólido.

13 de ago. de 2009


amar é como abraçar o vento

o ar passar por ti com fúria

assopra suspiros e desejos

logo em seguida vai embora

e tu nunca mais voltas ao normal
Às vezes algumas lembranças me perturbam em momentos inusitados, como aquela vez que se pulou a janela para namorar ou daquela outra em que a prima quase foi morta por causa do doce de leite...
Mas a lembrança da vez é da época do cursinho pré-vestibular.
Tinha uma menina chata e esnobe que não se misturava com ninguém, mas essa não misturação era apenas na aula dele, na aula do professor de inglês.
Ela ia linda para aula, seu cabelo sempre escovado e um perfume adocicado que pairava pelos corredores sempre ququando passava.
O professor, como belo homem safado, a provocava o máximo que podia, sempre chegando perto com aquela respiração quente ao pé do ouvido da pobre moça, e a desculpa era a mesma, tirar dúdidas... Dúvidas essas que a menina nunca tinha, era um gênio na língua inglesa.
Até que em uma noite insuportavelmente quente deu-se a notícia: o professor estava indo embora.
De primeiro momento o que se pensa: ah, está indo embora da scola, posso esbarrar com ele por quaquer canto, afinal, Porto Alegre é um ovo... Mas não, o lindo e atraente professor estava indo embora do Brasil.
Nossa, o mundo desaba na sua cabeça em questão de segundos.
Nessa noite ela estava especialmente linda, com uma blusinha branca e detalhes vermelhos nas mangas onde tinha escrito "love, love, love" milhares de vezes, uma calça larga de cintura baixa (afinal, seus 17 aninhos permitiam uma barriga de fora) e seu cabelo, insuportavelmente liso e brilhoso. O perfume era sempre o mesmo, mas parecia que se intensificava quando ela ficava nervosa.
Naquele dia ela pegou o elevador com ele do 5º andar até o térreo e esperou uma despedida calorosa. A única coisa que recebeu foi um tchau e um abraço. E nunca mais se viram...

12 de ago. de 2009

se apresentando para atordoamento alheio: a síndrome da indecisão
sempre que eu procuro algo, eu não acho
sempre que decido não procurar, eu acho
sempre que acho, eu não quero
sempre que eu não quero, me acham
sempre que eu me escondo, me acham
sempre que eu me mostro, não enxergam
sempre que eu me aproximo, se afastam
sempre que se aproximam, eu corro
sempre que correm, eu corro junto

essa é a lei de murphy

10 de ago. de 2009

Esses dias acordei revoltada (só para variar), mas foi diferente, decidi mudar tudo, tudo mesmo.
Comecei mudando pelas roupas. Doei todas aquelas coisas que não uso há tempos na esperança de que a moda volte (e vai voltar, claro, pois agora já não tenho mais essas roupas). Tentei doar os sapatos, mas esses são meus amores, de todas as cores, de todos os formatos, em sua maioria responsáveis por vários sorrisos e infinitas dívidas cultivadas por anos e anos. Sempre que achava que ia me livrar de um carnê, lá ia eu novamente comprar mais uns pares... Lógico, impossível comprar um par de sapato por vez, melhor logo aos montes.
Distribuí os bichos de pelúcia, um para cada amigo. Mas não consegui distinguir se o que eu tinha muito eram bichinhos de pelúcia ou amigos... Enfim, doei no intuito de que cada um deles se lembre de mim por algum tempo enquanto estiver longe.
Joguei fora, (eu disse f-o-r-a) todos aqueles bibelôs e suvenirs que ganhei sei lá eu de quem, sabe-se lá há quanto tempo que estavam aqui apenas juntando pó.
Queria pintar as paredes, mas agora não é o momento, já que o azul me acalma e eu fico muito tempo aqui dentro.
Joguei jora os polígrafos da faculdade! Nossa, esse foi o meu maior desapego. Passei seis anos juntando papel achando que algum dia iria usar isso de novo, ledo engano... Estavam apenas atrapalhando.
Os livros eu reoerganizei, não tenho coragem de dar, doar, vender ou jogar fora. Pretendo ler todos eles algum dia.
Nossa, achei cada coisa, cada foto, cada cartão apaixonado...
Cartão apaixonado, será que alguém ainda entrega isso? Acho que não, nunca mais recebi... Ou será que eu que não fui receptiva a merecer?
Enfim, agora não importa mais...
Ao invés de varrer a sujeira com a vassoura e fazer aquele pó do cão, aspirei tudo: o pó, os pelos, as penugens, os grãos e tudo que é coisa minúscula que derrubo no chão e nunca mais me abaixo para juntar.
Bem, agora que estou aprada na porta noto que tenho muito espaço livre, pronto para juntar as relíquias que não servem para nada tudo de novo.
Sempre ouvi falar que existia um lugar onde as pessoas poderiam ser elas mesmas sem se preocupar com o que os outros diriam, até porque, ninguém diria nada.

Me disseram que era uma festa meio doida, cheia de gente esquisita e fazendo as mais engraçadas bizarrices.

Eu, como boa curiosa, resolvi ir e verificar qual era desses doidos... Putz, eu fui e gostei muito!!!

Era uma coisa chamada rave.

Fui em uma, duas, três... Nem sei mais em quantas e o pessoal sempre dizia a mesma coisa: "sente a vibe, curte o som", mas não tinha certeza se eu sabia curtir isso ou se já conhecia essa tal de vibe.

Gostava do som sim, aquela batida pesada sincronizando com as batidas no meu coração, o sol pela manhã aquecendo os que tinham frio e iluminando os felizes, a galera pulando feito doido, uns fritando e tudo mais... Mas essa tal de vibe parecia que não queria me conhecer... Nunca sentia ela, nem via, nem ouvia...

Até que meus problemas acabaram! Conheci a vibe!


É aquele estado de espírito, uma alegria incontida que não cabe dentro de si fazendo com que tudo à nossa volta seja maravilhoso. É aquela sensação de bem estar, de não se sentir sozinho no meio de muitas mil pessoas, mesmo você não conhecedo ninguém.
É onde o preconceito não entra, não há cor, classe social ou opção sexual; os problemas ficam para trás enquanto a batida da música sincroniza com a batida do coração, ou vice-versa, todos unidos por um único motivo: a vibe.

Não importa quem você é, o que você faz, se seu estilo é da modinha ou não. Não importa se você está limpo, se está molhado, se está pulando ou dormindo, você é livre para ser quem você quiser que ninguém vai rir ou te julgar. Nesse momento somos todos livres. Livres dos problemas, das preocupações, das ironias, das cantadas falidas, dos chatos que querem te colocar para baixo...




5 de ago. de 2009

Percebo que não tenho o dom da escrita
Achava que sabia, quando triste
Mas agora estou em prantos e crises
E acabo de esquecer todas as palavras

4 de ago. de 2009

"A conquista se faz pelo simples, dito às vezes complicado...
Fazer o que se espera, no momento inesperado..."




Camila Albani Petro