12 de ago. de 2010


se é difícil saber para onde vamos, quem dirá até onde podemos chegar.

nunca sabemos onde nossos passos nos levarão, mesmo achando que a escolha do caminho X é a correta
a gente vem e vai, pessoas vem e vão, e voltam e vão de novo
o importante é nunca dizer adeus e sim um até logo
logo te vejo, logo nos reencontraremos, logo marcaremos outra cervejada...
e ainda bem que eu dei um "até logo" antes de vir para cá, agora estou dando um "até logo" à Irlanda
pois sempre há uma força maior que nos faz voltar para casa
a casa que nos dá conforto, paz e alegria (mesmo sendo para férias)

Brasil, aí vou eu
43 dias...

5 de ago. de 2010

como a vida nos prega peças confusas...

há 10 meses tudo era tão diferente
saí do Brasil com a idéia que aqui na Irlanda tudo ia ser maravilhoso
mas cheguei perdida, me sentindo sozinha, vulnerável às coisas ruins
aí tudo foi melhorando, e depois piorando; melhorando e piorando de novo
agora está bom, mas não é a mesma coisa, é completamente diferente
não tenho mais a rotina de aula, nem de procurar emprego
não convivo mais com as mesmas pessoas, tudo tomou um rumo imprevisto e fugiu totalmente o controle
não só o meu controle, mas também das pessoas que eram próximas
o próximo virou distante e o distante... ah, vice-versa
tudo muda todos os dias e isso dá um nó infinito na cabeça
mas a pensar em certas coisas do início, dá boas lembranças...
boas risadas e algumas coisas que ficarão para sempre no coração
ressentimentos a parte, sinto falta de muita gente
que por algum motivo maior, hoje decidi trazer de volta pra perto
afinal, o mundo gira e quem passou por mim antes, pode passar de novo...




conhecem aquela frase que diz que devemos ser como a rocha que a tudo resiste e não como o mar que tudo destrói?


pois bem, mais uma vez eu discordo (sim, sou do contra mesmo!)
não quero destruir nada, tão pouco resistir a tudo...

rochas resistem ao amor...
quero ser gaivota, livre
que convive em harmonia com rocha e mar, amando...

e a coisa que eu gosto muito é amar. amar família, amigos, rocha, mar...
só amar por amar, pra ser mais feliz e tornar os dias mais coloridos



24 de jul. de 2010

esses dias me peguei superlotando meu coração com sentimentos que me trouxeram dúvidas...
mas o amor não admite dúvidas! e realmente não estou falando de relacionamentos conjugais.

oops, a página foi virada!
foi criado o mais novo e bem elaborado kit de salvamento, por mim obviamente.
e para evitar que venham citar o teor de ceticismo e frieza contida na estratégia eu apresento o outro lado da moeda, todo o histórico vivido e que me fez chegar até aí.
são algumas porções de passos em falso, convivendo com pessoas desnecessárias e algumas situações de dedicação jogadas no lixo. foram meses de tentativas, idas e vindas, falhas, (im)paciência, prazos, calmantes, choro, tempo... enfim, todo o capítulo 10, intitulado "mais uma experiência", da minha auto-biografia.
a minha doce tragédia que com muito esforço, hoje, não se cria mais aqui dentro de mim; as raízes foram arrancadas por calos muito bem desenvolvidos.
mesmo ciente da minha vulnerabilidade diante do acaso, do destino, do futuro, eu tomo a minha dose diária de prevenção quando me desprendo das expectativas de verdadeiras palavras e atos.
eu continuo a viver com paixão, no entanto com muito mais equilíbrio nessa nova composição.
eu continuo achando algumas pessoas interessantes, porém não fico mais idealizando a performance delas na minha vida.
já não perco mais tanto tempo em prol de pessoas vazias e menos ainda engulo sapos, jacarés e até os grandes dinossauros pelo receio de ser vista como uma bruxa.
eu não me tornei um ser independente do calor, da sinceridade, da amizade e de tudo aquilo que possa parecer romântico e puro, eu simplesmente parei de agir com tanta devoção aos não devotos de mim.
agora eu consigo trabalhar com a idéia de que as "coisas" podem e talvez até devam ter o seu tempo determinado. e que eu sim, preciso viver feliz pra sempre, até que a morte me separe do mundo real.
logo, não precisas desistir da idéia de tentar consertar os teus erros comigo. algumas pessoas passam a não mais fazer parte dos meus planos pois agora o relacionamento que tenho comigo mesma é algo inabalável. você precisará de muita força para me alcançar, afinal, todos dizem que sou forte. E por que não ser?
tudo começa mais de uma vez, e agora começa tudo de novo...


" A ousadia é, depois da prudência, uma condição especial da nossa felicidade." Arthur Schopenhauer

23 de jul. de 2010

toda panela tem sua tampa




o problema é que as tampas se perdem na mudança...





ah... triste são as frigideiras que não possuem tampas... nem para perdê-las...



Tomar decisões para algumas pessoas é difícil... Para mim é muito difícil, me dá uma insegurança no depois, seja que decisão for, nunca é fácil. Ninguém sabe o que virá amanhã, é verdade, mas quem é super seguro de si e não tem medo do desconhecido? Pra sofrer basta ter sentimentos; e nem emprego é 100% garantido... Nunca se sabe quando vem o "corte de despesas". No fundo, a gente nunca sabe de nada do futuro e essa incerteza é o que mata.
Começar um namoro com alguém que você pouco conhece, ou com alguém que você conhece muito e não quer magoar/ser magoado; terminar uma relação onde você já foi muito feliz, trocar de país, fazer novos amigos, morrer de saudade da família. A gente não sabe. Por isso que a gente tem medo.
Mas mesmo tendo medo, não dá pra desistir. O certo é arriscar, tentar quantas vezes forem necessárias, uma hora dá certo.
E quanto aos conselhos fofos em e-mails longos e coloridos... Isso não adianta de nada. Opinião cada um com a sua. A minha? HÁ! Quem sou eu pra te dizer o que fazer, quando nem eu sei o que fazer com meus problemas? Posso só te dizer como funciona a minha cabeça maluca. Posso não saber o que quero, mas tenho certeza absoluta do que eu não quero. Enquanto isso, vou vivendo, aprendendo e absorvendo o que a vida nos oferece de melhor, puro e simples...

20 de jul. de 2010

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pobre daquele que não sabe chorar
nem por tristeza
tão pouco por felicidade
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19 de jul. de 2010

17 de jul. de 2010

É incrível a capacidade que o ser humano tem de ser mal educado!
E ser mal educado pode ser identificado através de vários atos: não comprimentar, não agradecer, não pedir por favor... A falta de uso daquelas palavrinhas mágicas e o desuso da cordialidade como dar a vez para idosos/gestantes/deficientes, se oferecer para ajudar... Enfim, inúmeras maneiras de diferenciar um bem de um mal educado.
Eu convido diariamente com essas pessoas (acredito que todos convivem), mas no meu caso, fico extremamente revoltada e decepcionada com as pessoas que simplesmente levantam e não tiram a bandeja da mesa em fast food. Esse tipo de comportamento é inaceitável para qualquer pessoa, qualquer idade, religião, cor, opção sexual...
Fast food já diz tudo pelo nome, é para ser rápido; é para comprar, comer e ir embora. Nada de ficar 1h batendo papo e quando ir embora deixar tudo para trás como se tivesse garçon para tirar o prato, 100% à disposição deles, agindo como se aquela bandeja já tivesse criado raízes na mesa de tanto tempo que está ali.
Não acredito que essas pessoas façam isso em casa. Será que deixam tudo para as mães/avós/namoradas/afins recolherem? Ou deixam tudo para trás e depois vão só empilhando sujeira em cima de sujeira para sempre? Du-vi-do que o relaxamento seja tão presente assim.
Algumas pessoas pensam que todos estão à serviço deles, que você tem que fazer o que eles acham melhor e que além de tudo você tem que sorrir e ser simpático, concordando com tamanhos absurdos.
Mais falta de educação ainda é ultrapassar uma barreira. Se tem algo indicando que não é para passar, significa que NÃO pode passar tchê!!! Mania que esse povo tem de querer sentar onde não pode, de jogar lixo onde não deve e de gritar: "Me traz guardanapo". Quer guardanapo? Só levo se for para pessoas com incapacidade de ficar andando pra lá e pra cá em meio aos infernais adolescentes que se abancam lá para nada. Se for jovem e saudável, levanta e busca! Com certeza não vai cair os dedos, muitos menos estragar as pernas.
Engraçado é que, se essas coisas acontecem no Brasil é porque o país subdesenvolvido, classe baixa, baixos níveis de educação e tudo mais... Mas lá eu nunca vi um fast food tão sujo como aqui, país de primeiro mundo, diga-se de passagem. Nunca vi pessoas usando ketchup e jogando o sachê no chão. Nunca vi gente fazendo guerrinha de comida, muito menos pulando em cima do balção para pegar alguma coisa (qualquer coisa, porque só pegam para sujar o estabelecimento). Nunca vi ninguém jogar molho nos vidros, tão pouco jogarem a bandeja que comem no chão!

Em primeiro lugar, educação vem de casa!!!

Qual a desculpa aqui? São desenvolvidos demais para retirarem a bandeija? Ou o problema é a lixeira que não vai até os clientes? Será que não sabem que thank you é uma palavra que todo mundo conhece e entende o significado? Será que falar please dói a língua?
Acho que não, sempre usei da boa educação e continuo viva... Viva e tendo que ver esse tipo de coisa.

Só espero que essas pessoas pessimamente educadas não tenham filhos, para que esses não sejam sucessores do mal comportamento.

Ass: uma pessoa humanamente abismada