18 de ago. de 2010


São tantas idéias em mente para postar e tão pouco tempo livre para escrever e expressar o lado criativo que acabo esquecendo o que havia pensado, pois tenho o péssimo hábito de não rabiscar as idéias quando elas surgem.

Porém, hoje acordei com os "sapatinhos vermelhos" na cabeça... E só a palavra 'sapatos' já me instiga muito, quem dirá se vier acompanha da palavra 'vermelho'.

Lembro que alguns dias atrás estava em uma conversa facebook.com com minhas amigas quando falei "não há lugar como o nosso lar" e uma delas lembrou ser da Dorothy, que batia seu sapatinho vermelho dizendo isso.
E pensar em vermelho, lembro de "Os sapatinhos vermelhos", uma crônica de Caio Fernando abreu que sempre quis ler, mas que sempre deixei para depois e que hoje me pergunto, sobre o que é esse texto?
Tenho que assumir que a vontade de ler é pelo título, nunca pesquisei a respeito e nem vou, deixa na curiosidade, um dia lerei.

Mas continuando, essa manhã acordei quando sonhava com o que? Óbvio, sapatinhos vermelhos.
Havia ganhado sapatos vermelhos (lindos diga-se de passagem) de uma ex colega de trabalho (que nem era simpática comigo quando trabalhávamos juntas) o que fez um nó na minha cabeça.
Aí fiz a ligação de que realmente ganhei um par de sapatos vermelhos, os quais nunca usei por falta de oportunidade, afinal, a única coisa que faço é trabalhar e como trabalhar usando um salto lindo daqueles? Impossivel na minha atual situação.

Meu inconsciente sempre me dá uns quebra-cabeças divertidos. Nunca sei como analisar os fatos ou como juntar o real com o ilusório.
Assistirei o Mágico de Oz novamente, procurarei a crônica para ler e usarei os sapatos!
Está decidido!
Atualmente sou frequentadora assídua da loja HMV (http://hmv.com/hmvweb/home.do) e confesso que detesto esse lugar!
Lá tem reunidos inúmero filmes a preço de banana, livros, camisetas, cds, jogos... enfim, coisas diferentes daquela banda que meu amigo x tanto gosta, aquele livro que conta a história do fulano de tal que minha mãe gosta e os clássicos da Disney que eu tanto gosto...
Estou realmente ficando pobre tchê!

Saio do trabalho as 15h, meu ônibus passa somente as 16h, então o que fazer? A loja fica de frente pra mim o dia todo, só esperando uma visitinha básica, tocando só música boa e com um ar condicionado sempre na temperatura ideal.
Consigo às vezes perder o ônibus olhando as coisas e não sabendo o que comprar primeiro. Como sub-trabalhador não pode comprar tudo o que deseja (porque apesar de mulher consumista, ainda tenho noção das obrigações mensais de pessoa responsável com suas contas), sigo comprando aos poucos...

E tenho que admitir que a última aquisição vem me tirando o sono... Coleção do Almodóvar, 4 filmes pelo preço de um e até o momento, duas noites pouco dormidas. Agora me faltam mais dois e depois coloco o sono em ordem.

Ou não, pois a semana está acabando, o salário está entrando e a loja me chamando de novo...

17 de ago. de 2010

eu costumava ser uma perfeita chocólatra
hoje percebi que mudei, nunca mais comprei uma barra, nem um bombonzinho, um palitinho, uma trufa...
nada, nada, nada...

e eu devorava-os em 2 minutos em crises de tpm
em menos de 1 minuto se estivesse com saudade de casa
e em segundos se estivesse triste...

o que se passa?
continuo com saudade, com tpm...

ah tá, a alegria supera o doce de qualquer coisa, até mesmo do chocolate...

14 de ago. de 2010

o sino toca as 9h45, e às 12h resolve tocar novamente
não sei porque, mas sempre acordo com ele,
independente do horário, mas muito dependente do dia

hoje acordei as 12h achando que eram 9h45
tudo bem, dormi mais um pouco e já eram 13h

olho para o lado e vejo meu anjo, cansado
e mesmo cansado me protegendo de todo o mal
ou pesadelos que me fazem gritar no meio da noite

ao abrir a janela, vejo o sol iluminando a terra verde
como há muito tempo não iluminava
iluminou até os corações perdidos

estranho né? também achei
e já que é para ser estranho, fiz um bolo...
eu fazendo bolo???

yumii yumii, o dia estava no ponto!

12 de ago. de 2010


se é difícil saber para onde vamos, quem dirá até onde podemos chegar.

nunca sabemos onde nossos passos nos levarão, mesmo achando que a escolha do caminho X é a correta
a gente vem e vai, pessoas vem e vão, e voltam e vão de novo
o importante é nunca dizer adeus e sim um até logo
logo te vejo, logo nos reencontraremos, logo marcaremos outra cervejada...
e ainda bem que eu dei um "até logo" antes de vir para cá, agora estou dando um "até logo" à Irlanda
pois sempre há uma força maior que nos faz voltar para casa
a casa que nos dá conforto, paz e alegria (mesmo sendo para férias)

Brasil, aí vou eu
43 dias...

5 de ago. de 2010

como a vida nos prega peças confusas...

há 10 meses tudo era tão diferente
saí do Brasil com a idéia que aqui na Irlanda tudo ia ser maravilhoso
mas cheguei perdida, me sentindo sozinha, vulnerável às coisas ruins
aí tudo foi melhorando, e depois piorando; melhorando e piorando de novo
agora está bom, mas não é a mesma coisa, é completamente diferente
não tenho mais a rotina de aula, nem de procurar emprego
não convivo mais com as mesmas pessoas, tudo tomou um rumo imprevisto e fugiu totalmente o controle
não só o meu controle, mas também das pessoas que eram próximas
o próximo virou distante e o distante... ah, vice-versa
tudo muda todos os dias e isso dá um nó infinito na cabeça
mas a pensar em certas coisas do início, dá boas lembranças...
boas risadas e algumas coisas que ficarão para sempre no coração
ressentimentos a parte, sinto falta de muita gente
que por algum motivo maior, hoje decidi trazer de volta pra perto
afinal, o mundo gira e quem passou por mim antes, pode passar de novo...




conhecem aquela frase que diz que devemos ser como a rocha que a tudo resiste e não como o mar que tudo destrói?


pois bem, mais uma vez eu discordo (sim, sou do contra mesmo!)
não quero destruir nada, tão pouco resistir a tudo...

rochas resistem ao amor...
quero ser gaivota, livre
que convive em harmonia com rocha e mar, amando...

e a coisa que eu gosto muito é amar. amar família, amigos, rocha, mar...
só amar por amar, pra ser mais feliz e tornar os dias mais coloridos



24 de jul. de 2010

esses dias me peguei superlotando meu coração com sentimentos que me trouxeram dúvidas...
mas o amor não admite dúvidas! e realmente não estou falando de relacionamentos conjugais.

oops, a página foi virada!
foi criado o mais novo e bem elaborado kit de salvamento, por mim obviamente.
e para evitar que venham citar o teor de ceticismo e frieza contida na estratégia eu apresento o outro lado da moeda, todo o histórico vivido e que me fez chegar até aí.
são algumas porções de passos em falso, convivendo com pessoas desnecessárias e algumas situações de dedicação jogadas no lixo. foram meses de tentativas, idas e vindas, falhas, (im)paciência, prazos, calmantes, choro, tempo... enfim, todo o capítulo 10, intitulado "mais uma experiência", da minha auto-biografia.
a minha doce tragédia que com muito esforço, hoje, não se cria mais aqui dentro de mim; as raízes foram arrancadas por calos muito bem desenvolvidos.
mesmo ciente da minha vulnerabilidade diante do acaso, do destino, do futuro, eu tomo a minha dose diária de prevenção quando me desprendo das expectativas de verdadeiras palavras e atos.
eu continuo a viver com paixão, no entanto com muito mais equilíbrio nessa nova composição.
eu continuo achando algumas pessoas interessantes, porém não fico mais idealizando a performance delas na minha vida.
já não perco mais tanto tempo em prol de pessoas vazias e menos ainda engulo sapos, jacarés e até os grandes dinossauros pelo receio de ser vista como uma bruxa.
eu não me tornei um ser independente do calor, da sinceridade, da amizade e de tudo aquilo que possa parecer romântico e puro, eu simplesmente parei de agir com tanta devoção aos não devotos de mim.
agora eu consigo trabalhar com a idéia de que as "coisas" podem e talvez até devam ter o seu tempo determinado. e que eu sim, preciso viver feliz pra sempre, até que a morte me separe do mundo real.
logo, não precisas desistir da idéia de tentar consertar os teus erros comigo. algumas pessoas passam a não mais fazer parte dos meus planos pois agora o relacionamento que tenho comigo mesma é algo inabalável. você precisará de muita força para me alcançar, afinal, todos dizem que sou forte. E por que não ser?
tudo começa mais de uma vez, e agora começa tudo de novo...


" A ousadia é, depois da prudência, uma condição especial da nossa felicidade." Arthur Schopenhauer

23 de jul. de 2010

toda panela tem sua tampa




o problema é que as tampas se perdem na mudança...





ah... triste são as frigideiras que não possuem tampas... nem para perdê-las...



Tomar decisões para algumas pessoas é difícil... Para mim é muito difícil, me dá uma insegurança no depois, seja que decisão for, nunca é fácil. Ninguém sabe o que virá amanhã, é verdade, mas quem é super seguro de si e não tem medo do desconhecido? Pra sofrer basta ter sentimentos; e nem emprego é 100% garantido... Nunca se sabe quando vem o "corte de despesas". No fundo, a gente nunca sabe de nada do futuro e essa incerteza é o que mata.
Começar um namoro com alguém que você pouco conhece, ou com alguém que você conhece muito e não quer magoar/ser magoado; terminar uma relação onde você já foi muito feliz, trocar de país, fazer novos amigos, morrer de saudade da família. A gente não sabe. Por isso que a gente tem medo.
Mas mesmo tendo medo, não dá pra desistir. O certo é arriscar, tentar quantas vezes forem necessárias, uma hora dá certo.
E quanto aos conselhos fofos em e-mails longos e coloridos... Isso não adianta de nada. Opinião cada um com a sua. A minha? HÁ! Quem sou eu pra te dizer o que fazer, quando nem eu sei o que fazer com meus problemas? Posso só te dizer como funciona a minha cabeça maluca. Posso não saber o que quero, mas tenho certeza absoluta do que eu não quero. Enquanto isso, vou vivendo, aprendendo e absorvendo o que a vida nos oferece de melhor, puro e simples...