21 de jan. de 2011

eu tenho uma filha... é essa polaca chata aí


faço o papel de dona rosa praticamente todos os dias dizendo:

"ilona, tá na hora"
"ilona, levanta"
"ilona, já são 9h30"
"QUAL É, NÃO VAI TRABALHAR HOJE???"

só agora entendo a ira da mãe... óbvio, coisa chata ficar chamando o tempo todo e a pessoa ali vegetando sem te dar a menor bola.
é o ciclo da vida, não é verdade?

13 de jan. de 2011

medo!
medo de magoar, de incomodar, de perder, de não alcançar.
essa é uma palavra que nunca fez parte do meu vocabulário, 
muito menos do meu dia a dia.
estranho como as coisas mudam e essa é a palavra mais usada 
por mim nas últimas semanas.

medo!
do novo, do diferente, do inalcançável.
estranho como essa palavra apareceu no meu vocabulário, 
dicionário incompleto, intraduzível

medo!
do hoje, do amanhã e do próximo inverno
será que neva, será que não?
curioso, no mínimo, os motivos pelos quais passei a usar essa palavra, 
medo! no meu dia a dia...

medo!
das pessoas, das mudanças, de falhar
engraçado né como as palavras vão se acumulando no fundo do nosso dia a dia
e por se tornar tão corriqueira parece nem existir

medo?
do que estávamos falando mesmo?

12 de jan. de 2011

chovia. sempre chove, quase todos os dias. mesmo não sendo agosto, mesmo não sendo outono. vi o sol tentando escapar por uma fresta de nuvem. sempre há uma fuga pelas frestas. por elas a gente foge, foge de casa, foge do trabalho, foge da angústia, foge da dor. pelas frestas dos olhos entra aquilo que se vê, e para aquilo que não se quer ver, fecham-se as frestas. abrem-se as frestas. escapa um cheiro doce, um cheiro apaixonado. e foi por essa fresta que escapou uma língua, que encontrou outra língua, naquele dia que chovia muito.

10 de jan. de 2011

.
.
.
o maior prazer dos últimos tempos:
 acordar com o sol raiando, colocar um óculos bem colorido,
 fones no ouvido e um café bem forte para acordar. 
sair cantarolando pelas ruas frias fazendo com que todos pensem que sou doida 
até encontrar algum tão doido quando que se preste a cantar junto.
assim, bem junto.
.
.
.

4 de jan. de 2011

ele: oi?
ela: oi
ele: está frio hoje não?
ela: o que?
ele: eu disse que está frio hoje.
ela: tu estás falando sobre o tempo?
ele: sim. algo de errado?
ela: não... é... só acho que já esteve mais frio.
ele: hum... e aceita um chiclete?

ela apenas sorriu, pensou uma vida em poucos segundos, pegou o chiclete, guardou-o na bolsa
e assim viveram felizes para sempre

3 de jan. de 2011


...e também essa coisa que chamamos saudade e que é preciso alimentar com pequenos rituais para que a memória não se desfaça como uma velha tapeçaria exposta ao vento.

2 de jan. de 2011


o que você tem não passa de uma liberdade condicional
onde se fizeres o que realmente estás afim
serás julgado e condenado à (má)língua do povo


não é porque estou longe...
o problema é que eu te amo, porto alegre.


saudade do bongô, do teatro, do gasômetro
da redenção, de mário quintana
de original, de xis e opinião;
da cidade baixa
e da música alta;
a alegria da noite
e o brilho do amanhecer.

1 de jan. de 2011

todo ano é a mesma coisa... vem a retrospectiva e o especial Roberto Carlos.
esse ano façamos diferente, sem Roberto e sem retrospectiva, 
mas com prospectiva 2011!
1) coisas que preciso para o novo ano:
- maquiagem que não borre mesmo que eu chore o dia inteiro;
- um chocolate altamente eficiente contra nostalgia e que não engorde;
- achar um bolinho de dinheiro numa rua deserta e sem remetente.

2) coisas que eu preciso em mim:
- controlar a braveza e o nervosismo;
- menos dramática, menos chorona e mais simpática;
- que eu nunca mude o que eu sou.


3) coisas que preciso dos demais:
- não percamos tempo falando dos outros seres humanos.


4) coisas que me fariam mais feliz:
- o brasil fronteira com a irlanda;
- um carro que andasse conforme as batidas da música;
- amigos juntos sempre.

5) o que eu conquisto dia a dia:
- lápis para colorir o mundo!







FELIZ 2011 À TODOS!