
"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando." (Clarice Lispector)
30 de jan. de 2010

29 de jan. de 2010
28 de jan. de 2010
23 de jan. de 2010
Todo mundo está careca de saber que o tempo voa, mas e dai?
Não quero saber se ele voa ou se ele vai a pé, só quero saber da minha paixão por ele e a dele por mim.
Gosto do tempo vivido, aguardo o tempo a viver.
Tenho admiração contrária à regra, uma vontade incontrolável de submeter esse tempo a mim. Envolve-lo em meus pensamentos fazendo com que o tempo nunca pare, quero viver e (re)viver várias vezes, tudo diferente.
Fazer de um mês brincadeiras e de poucas horas histórias. Sejam essas brincadeiras proibidas para menores, sejam essas histórias para livros ou aquelas secretas do diário escondido embaixo da cama.
O tempo deveria mesmo era ser ator de teatro improvisado, sem dublês ou falas ensaiadas.
“Ou seria um engano meu achar que somente o tempo carrega um repertório tão diversificado de papéis?”
Só ouço falar em tempo de mudança, tempo de recomeçar, tempos de crise, tempo de vacas magras, tempo para o balanço final, tempo de pensar, de refletir, tempo, tempo, TEMPO.
Já perdi as contas de quantos personagens o meu tempo encenou ate agora. Vai sempre mudando de figurino, de cenário, cores e amores, aquela coisa toda de imediato, quando menos se espera, da caixinha de surpresa.
HA!
Viva apaixonadamente todos os dias, esqueça que os ponteiros do relógio giram, não perca o "ator" de vista. Desfrute, de boas risadas na comedia, umas lagrimas no drama; simplesmente entenda que a platéia na realidade é você mesmo, com as atenções sempre focadas em ti.
Estou aqui e esse tempo agora é meu. Sou eu quem distribuo os autógrafos.
Proximo por favor...
18 de jan. de 2010

Todos os dias acordo e sinto uma forte palpitação no peito ao olhar para o lado e ver apenas tua foto no porta-retrato quebrado e perceber que não te tenho mais ao meu lado.
Sinto uma intensa união de alegria e tristeza ao tomar meu café da manhã sozinha na varanda, olhando o mar e pensando que é ele que nos separa... Esse mar azul celeste que se mistura com o céu e me remete à lembrança dos teus grandes olhos a me flertar todos os dias.
Sinto a brisa gelada e lembro das abotoaduras douradas pregadas em um uniforme também azul (não sei se para combinar com os olhos ou com a profissão).
Meu capitão!
Cara séria, sorriso tímido, me faz navegar pelos sete mares com a alma em busca de mais emoções.
17 de jan. de 2010
16 de jan. de 2010
Até o fim!!
Aqui, ali ou do outro lado do mundo (literalmente).
Que venham mil desafios, a gente supera todos com a sinceridade e bom humor.
E conta tudo uma para a outra daqui um tempo, em Itapiranga!
Feliz Aniversário
15 de jan. de 2010
Lembro de como foi a choradeira no Brasil quando eu avisei meus amigos que estava vindo para cá. Todo mundo ficou triste, eu mais ainda. É aquela mistura de alegria e tristeza, uma nostalgia constante e o medo do esquecimento rondando a cada segundo.
As festas de despedida foram regadas a cerveja e lagrimas; e os momentos mais incríveis aqui eu sempre liguei para dividir com eles um pouquinho das emoções.
O tempo passa, a gente faz novos amigos, bons amigos... Se apega com muita facilidade (sempre a partir das festas), mas com a convivência acabamos descobrindo as qualidades de cada um e que as pessoas têm sentimento sim!
Porem quando a gente acha que tudo está ótimo, trabalho, aula, amigos e festa... A gente lembra que as coisas aqui não são para sempre e que a intensidade de tudo supera o (pouco) tempo que passou. O prazo acabou, os laços serão desamarrados: alguém tem que voltar para casa...
Fica aqui o aprendizado de que o pouco tempo pode parecer uma vida e que a alegria/companheirismo/dedicação diária se modifica por saudade e adeus.
Perdi o primeiro soldado na Irlanda, Lucas!

Mas esse é o momento de lembrarmos os ensinamentos de Saint-Exupery: “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”
