30 de jan. de 2010


Todo dia era a mesma história, o celular dela tocando incansavelmente "yellow submarine" e ela nunca atendia.
Sempre me perguntei porque ela precisava desse bendito celular se ela nunca atendia todos que queriam falar com ela.
Por que tanto ligavam?
Seria porque ela é um amor de guria, porque ela é carinhosa e sincera, porque ela é linda ou simplesmente porque ela é uma amigona e encanta todos por onde passa?




A única coisa que eu sei é que eu perdi mais um soldado para o Brasil, Charline.


E agora...
Quem vai me esquecer na festa?
Quem vai beber comigo?
Quem vai me pedir conselhos e me dar um beijo quando chego em casa?
Quem vai fazer almoço pra mim porque sabe que tenho que sair correndo para o trabalho?
Quem vai me perguntar se está bonita antes da festa?
Quem vai me esperar acordada apenas para trovar fiado?
Quem vai dar muita risada comigo e pior, não parar de rir de uma coisa que mais ninguém acha graça?

Afim, essa chata loira conseguiu um espaço no meu coração que eu nem imaginava que alguém conseguiria tão rápido.
Vou sentir falta...
Te amo

29 de jan. de 2010

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bastaram poucos minutos sentada na varanda
para eu congelar e lembrar do mar
após ouvir o barulho no vento
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28 de jan. de 2010


Uma coisa que me irrita muito em Dublin é que as pessoas insistem em querer entrar no trem antes que as outras saiam.

Pow, espera esvaziar, depois entra!




Não! Bom mesmo é ir se metendo e esmagando todo mundo!

24 de jan. de 2010

23 de jan. de 2010

Todo mundo está careca de saber que o tempo voa, mas e dai?

Não quero saber se ele voa ou se ele vai a pé, só quero saber da minha paixão por ele e a dele por mim.

Gosto do tempo vivido, aguardo o tempo a viver.

Tenho admiração contrária à regra, uma vontade incontrolável de submeter esse tempo a mim. Envolve-lo em meus pensamentos fazendo com que o tempo nunca pare, quero viver e (re)viver várias vezes, tudo diferente.

Fazer de um mês brincadeiras e de poucas horas histórias. Sejam essas brincadeiras proibidas para menores, sejam essas histórias para livros ou aquelas secretas do diário escondido embaixo da cama.

O tempo deveria mesmo era ser ator de teatro improvisado, sem dublês ou falas ensaiadas.

“Ou seria um engano meu achar que somente o tempo carrega um repertório tão diversificado de papéis?”

Só ouço falar em tempo de mudança, tempo de recomeçar, tempos de crise, tempo de vacas magras, tempo para o balanço final, tempo de pensar, de refletir, tempo, tempo, TEMPO.

Já perdi as contas de quantos personagens o meu tempo encenou ate agora. Vai sempre mudando de figurino, de cenário, cores e amores, aquela coisa toda de imediato, quando menos se espera, da caixinha de surpresa.

HA!

Viva apaixonadamente todos os dias, esqueça que os ponteiros do relógio giram, não perca o "ator" de vista. Desfrute, de boas risadas na comedia, umas lagrimas no drama; simplesmente entenda que a platéia na realidade é você mesmo, com as atenções sempre focadas em ti.

Estou aqui e esse tempo agora é meu. Sou eu quem distribuo os autógrafos.

Proximo por favor...

18 de jan. de 2010



Todos os dias acordo e sinto uma forte palpitação no peito ao olhar para o lado e ver apenas tua foto no porta-retrato quebrado e perceber que não te tenho mais ao meu lado.

Sinto uma intensa união de alegria e tristeza ao tomar meu café da manhã sozinha na varanda, olhando o mar e pensando que é ele que nos separa... Esse mar azul celeste que se mistura com o céu e me remete à lembrança dos teus grandes olhos a me flertar todos os dias.

Sinto a brisa gelada e lembro das abotoaduras douradas pregadas em um uniforme também azul (não sei se para combinar com os olhos ou com a profissão).


Meu capitão!

Cara séria, sorriso tímido, me faz navegar pelos sete mares com a alma em busca de mais emoções.

16 de jan. de 2010

Sempre achei que existia um tempo mínimo pra que as pessoas pudessem ser consideradas amigas.
Um tempo que poderia ser uma semana, um mês, um ano ou até dez, talvez.
Mas dessa vez foi um dia. Um dia intenso, cheio de surpresas. E verdades...
Mas não é esse o assunto que quero expor, e sim a importância que você passou a ter com esse jeitinho engraçado, meigo e ao mesmo tempo dedicado.
Confiança a gente adquire com a convivência, e com as (des)convivências quando perdidas na noite.
Enfim, só queria dizer que é "nós" agora, hoje, amanhã, semana e até mês que vem.

Até o fim!!


Aqui, ali ou do outro lado do mundo (literalmente).

Que venham mil desafios, a gente supera todos com a sinceridade e bom humor.

E conta tudo uma para a outra daqui um tempo, em Itapiranga!



Feliz Aniversário

15 de jan. de 2010

Lembro de como foi a choradeira no Brasil quando eu avisei meus amigos que estava vindo para cá. Todo mundo ficou triste, eu mais ainda. É aquela mistura de alegria e tristeza, uma nostalgia constante e o medo do esquecimento rondando a cada segundo.

As festas de despedida foram regadas a cerveja e lagrimas; e os momentos mais incríveis aqui eu sempre liguei para dividir com eles um pouquinho das emoções.

O tempo passa, a gente faz novos amigos, bons amigos... Se apega com muita facilidade (sempre a partir das festas), mas com a convivência acabamos descobrindo as qualidades de cada um e que as pessoas têm sentimento sim!

Porem quando a gente acha que tudo está ótimo, trabalho, aula, amigos e festa... A gente lembra que as coisas aqui não são para sempre e que a intensidade de tudo supera o (pouco) tempo que passou. O prazo acabou, os laços serão desamarrados: alguém tem que voltar para casa...

Fica aqui o aprendizado de que o pouco tempo pode parecer uma vida e que a alegria/companheirismo/dedicação diária se modifica por saudade e adeus.

Perdi o primeiro soldado na Irlanda, Lucas!






Mas esse é o momento de lembrarmos os ensinamentos de Saint-Exupery: Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”