17 de jul de 2010

É incrível a capacidade que o ser humano tem de ser mal educado!
E ser mal educado pode ser identificado através de vários atos: não comprimentar, não agradecer, não pedir por favor... A falta de uso daquelas palavrinhas mágicas e o desuso da cordialidade como dar a vez para idosos/gestantes/deficientes, se oferecer para ajudar... Enfim, inúmeras maneiras de diferenciar um bem de um mal educado.
Eu convido diariamente com essas pessoas (acredito que todos convivem), mas no meu caso, fico extremamente revoltada e decepcionada com as pessoas que simplesmente levantam e não tiram a bandeja da mesa em fast food. Esse tipo de comportamento é inaceitável para qualquer pessoa, qualquer idade, religião, cor, opção sexual...
Fast food já diz tudo pelo nome, é para ser rápido; é para comprar, comer e ir embora. Nada de ficar 1h batendo papo e quando ir embora deixar tudo para trás como se tivesse garçon para tirar o prato, 100% à disposição deles, agindo como se aquela bandeja já tivesse criado raízes na mesa de tanto tempo que está ali.
Não acredito que essas pessoas façam isso em casa. Será que deixam tudo para as mães/avós/namoradas/afins recolherem? Ou deixam tudo para trás e depois vão só empilhando sujeira em cima de sujeira para sempre? Du-vi-do que o relaxamento seja tão presente assim.
Algumas pessoas pensam que todos estão à serviço deles, que você tem que fazer o que eles acham melhor e que além de tudo você tem que sorrir e ser simpático, concordando com tamanhos absurdos.
Mais falta de educação ainda é ultrapassar uma barreira. Se tem algo indicando que não é para passar, significa que NÃO pode passar tchê!!! Mania que esse povo tem de querer sentar onde não pode, de jogar lixo onde não deve e de gritar: "Me traz guardanapo". Quer guardanapo? Só levo se for para pessoas com incapacidade de ficar andando pra lá e pra cá em meio aos infernais adolescentes que se abancam lá para nada. Se for jovem e saudável, levanta e busca! Com certeza não vai cair os dedos, muitos menos estragar as pernas.
Engraçado é que, se essas coisas acontecem no Brasil é porque o país subdesenvolvido, classe baixa, baixos níveis de educação e tudo mais... Mas lá eu nunca vi um fast food tão sujo como aqui, país de primeiro mundo, diga-se de passagem. Nunca vi pessoas usando ketchup e jogando o sachê no chão. Nunca vi gente fazendo guerrinha de comida, muito menos pulando em cima do balção para pegar alguma coisa (qualquer coisa, porque só pegam para sujar o estabelecimento). Nunca vi ninguém jogar molho nos vidros, tão pouco jogarem a bandeja que comem no chão!

Em primeiro lugar, educação vem de casa!!!

Qual a desculpa aqui? São desenvolvidos demais para retirarem a bandeija? Ou o problema é a lixeira que não vai até os clientes? Será que não sabem que thank you é uma palavra que todo mundo conhece e entende o significado? Será que falar please dói a língua?
Acho que não, sempre usei da boa educação e continuo viva... Viva e tendo que ver esse tipo de coisa.

Só espero que essas pessoas pessimamente educadas não tenham filhos, para que esses não sejam sucessores do mal comportamento.

Ass: uma pessoa humanamente abismada

3 comentários:

Manu Martins disse...

é cris, a educação vem de casa, mas alguns simplesmente esquecem ao deixar ela....
pramim eh lgo basico na horade levantar limpar a mesa que comeu, nao importa se algm ta sendo pago ou nao pra isso.

Beijos!

Nivea Sorensen disse...

Cris,
Tenho acompahado seu blog há pouco tempo e esse é meu primeiro pitaco. Parabéns pelo blog.
Não resisiti porque falta de educação é a coisa que mais me tira do sério.
Agora, pior do que não retirar a bandeja no fast-food é o sujeito ainda achar que está fazendo um 'favor' pros funcionários do lugar, que de acordo com eles não teriam emprego caso cada um cuidasse do seu próprio lixo. Triste.

Um beijo,
N.

Sávio disse...

Ótimo post! É uma pena que aqui no Brasil, embora as pessoas também sejam (não tão) mal educadas, se auto-critiquem enobrecendo tanto o exterior quando este também tem muito pontos negativos.
Incrível a falta de educação das pessoas, parece que o problema de ausência dos pais ou de algum tipo de autoridade dentro de casa ou quem sabe aquela liberdade exagerada só porque é criança e tem que deixar fazer o que quer está levando à uma síndrome de "eu sou o rei, por favor faça o que eu quero", um individualismo extremo e uma regressão aos primórdios da humanidade.