13 de jul de 2010

Esses dias me aprocheguei lá na baia dos meus amigos paulistas, me abanquei e pedi pro meu conterrâneo:

- Ô tchê, me vê um amargo aí.

Não sei porque nesse momento um deles teve um baita espanto e pergunta:

- tá pedindo o que mano?

- Um amargo, um chimarrão... Aquilo que a gente tome lá no Sul tchê, põe erva dentro da cuia e bebe a água com a bomba.

- Bomba? Erva? Mano... Isso aqui é uma casa de respeito... Falow!

Até explicar o ocorrido já era noite e tava uma aragem fria de renguear custo lá fora.
Todos sentados perto da janela trovando, começamos a ver um entrevero lá fora, uma bruaca velha saiu correndo do bolicho toda faceira pra encontrar um piá que tava chegando todo esgualepado.
Descemos pra ver o que se passava e o guri começa a contar o causo...

"Um galo velho roubou minha guaiaca que tava em cima do bidê da minha prenda. Achei que a mulher tava a me meter guampa (onde já se viu homem na minha casa), mas ela me contou o sucedido e eu saí atrás do vivente. Subi uma baita lomba atrás do safado, fiz a curva e peguei ele em cima do laço, tava quase a subir no cavalo. Foi uma indiada, mas recuperei meu dinheiro. A mulher veio aqui chorar as pitangas com a mulher do compadre não sei porque"


Entenderam?
Viu, não é necessário a tecla sap pra entender o gauchês, como dizem meus amigos por aqui...

Um comentário:

Rodolfo Gerstenberger disse...

Cris, traduz que fiquei curioso agora.rsrs