19 de out de 2010

uma nostalgia sem tamanho e sem saber explicar como.
após maravilhosas férias no brasil me deparei chegando na grafton street, uma das minhas preferidas aqui em dublin
preferidas pelo clima, pelo movimento, pelas lojas, pelos artistas de rua que me fazem sentir em porto alegre
e quando coloquei o pé lá larguei um "que saudade que eu estava disso tudo" e foi sem pensar, apenas saiu, em voz alta para quem quisesse ouvir e para quem pudesse entender
essa é uma fase nova, diferente de qualquer coisa que eu já tenha vivido
com objetivos diferentes, amigos e tudo mais, tudo novo
e acho isso bom a partir do momento que penso pra frente e compreendo (além de aceitar) que estou em uma fase muito diferente da maioria das pessoas que eu conheço
e que acredito que a pessoa que mais preciso é eu mesma,
preciso de força e coragem para ir em frente
triste daqueles que no último segundo se perguntam se estão fazendo certo ou não
o certo ou errado só saberemos se tentar
e eu vou, mais uma vez... até o dia que achar que deu certo.

Um comentário:

Carlos Carreiro disse...

Eu estava esses dias a pensar justamente sobre isso: coragem de ir em frente; coragem em deixar umas pessoas partirem. Tsc tsc tsc.

Gostei da segunda parte deste teu post, me vi nas tuas palavras, me vi na "forca e coragem para ir em frente" e no "só saberemos se tentar".

A gente precisa buscar a força dentro de nós, mas é incrível como a palavra tem esse poder de nos lembrar dessa força..

Adorei o post.

Bjssssssss


Ah, achei um poema que diz algo parecido. É do Sabino:

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!