15 de jul de 2012


acredito que todo mundo tenha seu lado materialista. seja por qual tipo de matéria. eu por sinal, tenho vários lados assim. consumista por natureza, qualquer coisa... compro e compro muito. e ganho muito também, e pouco sei me desfazer daas coisas.
não adianta eu me iludir achando que um dia serei minimalista, pois se isso acontecer, será por milagre divino.
embora eu doe bastante coisa (roupas geralmente) sou apegada às coisas que não fazem muito sentido.
livros que li e não gostei. que estão lá juntando pó, todos empilhados sem um lugar especial. ou livros que nunca li e que sei que nunca lerei. poderia dar par alguém que gosta desse tipo x de leitura, ou para uma casa de caridade, para uma escola, sei lá. não consigo. tenho um apego desnecessário e inexplicável.
tenho cartas, cartões de natal, de aniversário, de dia do amigo, de dia da árvore, dia do índio. coisas de gente que já nem falo mais. que já nem tenho notícias. mas que estão lá, guardadinhos na caixa de relíquias.
meu bichos de pelúcia, que nem condizem mais com minha idade, mas que tanto os amo e que não vivo sem. que 'emprestei' muitos deles aos meus amigos antes de vir embora, porque sabia que seriam bem cuidados, e que gostaria muito de pegar todos de volta. mesmo sabedo que não tenho mais espaço para colocar os antigos com os novos.
bobagens! coisas que a gente se apega sem necessidade explícita , mas que por trás de tudo tem uma história.
os móveis, as roupas, os porta-retratos, os enfeites e a decoração da casa eu desapeguei. pedi à minha mãe que doasse tudo, que vendesse, que pegasse para ela ou que fizesse o que achasse conveniente.
mas tem coisas que não tem como se desfazer, e é nesse momento que entro no impasse de como levar três anos de história em algumas pequenas malas.

muitos materiais, memórias infinitas.

Um comentário:

Rosa Veiga disse...

Minha escritora favorita!!!
adorooooooooo
bjus