7 de ago de 2014

um dia só é muito curto para todas as coisas
e outros é infinitamente longo para estar acordado

as madrugadas mais frias nunca acabam
e quando se esquenta é hora de levantar

sair da zona de conforto de alguns metros quadrados
desbravar a selva de pedra que nos é imposta

pesadelo, sombra e intempérie
um ruído silencioso que corrói por dentro

 música que repete como disco arranhado
no ouvido de uma alma perdida

é mais fácil quando todos dormem

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